Seja Bem Vindo(a)

Olá á voce! Quando pensamos nos dias que virao, pensamos em algo bonito e próspero. Sim! E quando a vida já não alimenta os sentidos da alma? Bom.. O que fazer é difícil, mas o importante é que façamos da vida o agora, o dia de hoje. Intensidade!
Bom, vamos fazer uma grande e espantosa viagem! Obrigado (Lucas Vitorio)
Obs: O Blog é Protegido Pela Lei de Direitos Autorais.

Livro Nó Na Cabeça

Livro Nó Na Cabeça
Convido á você que já conhece esse meu projeto,( ou você que ainda não conhece) para conhecer meu livro de Poesias "Nó Na Cabeça". --- Informações sobre o livro: Nome: Nó Na Cabeça Autor: Lucas Vitório Páginas: 116 Editora: Independente Gênero: Literatura/Poesia Sinopse e/ou introdução aos temas abordados: " O livro Nó na Cabeça é uma junção de percepções sinestésicas transformadas em palavras, com o objetivo da reflexão e compreensão de todas as dúvidas existentes. Tudo isso transformado em poesia. Quem estiver disposto á pensar, este é o momento." Caso haja interesse de contato: livrononacabeca@hotmail.com

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Falange De Mim

Por Lucas Vitório


Diante do eterno, informo ao terno que será interno.
De repente a alma se alenta em meio a tanta gente.
Tem gente que acha que é real, que acha que será,
acha que "se".
Se te digo que será, talvez se suceda,
ou nem isso aconteça.

Fala minha lingua,
na tv,
na radio,
no infinito,
no dissonoro momento.

Bem vinda vida,
vinda e finda sem nem traçar partida.
Parte de ida e nem resto fica.
Só o que fica é uma saudade,
aquela de que nunca se atreveu acontecer,
e sem atenção ainda.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Suspiro Sussurro

Por Lucas Vitório

Dos que se entregam, a luz e a paz,
do infinito, do mal e do caos,
confuso é teu peito,
que sem proteção...

Dos que se machucam,
só traição,
só interesse,
e mentir é fácil demais.

Da absorvição realizada pela alma,
do sorriso fotografado na aura,
do lodo ao ouro,
se existem regras,
se entrega, se apega.

Escolho o B,
mas Z poderia ter sido melhor.
É porque tem de ser,
se é presente, não seria passado,
não seria Z,
teve de ser B.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Profundezas

Por Lucas Vitório

Devaneio, me pego, me prendo. Em um só momento, sou fogo, sou frio, sou vento. 
Sou livre, de tudo, de todos para qualquer efeito, para qualquer tormento.
E a cada segundo é presente vivendo, se passou levou consigo meu tempo.

Se agora me encontro incompleto,
se planto sei que sou concreto,
se colho sei que é correto,
se machuca ou se alivia,
não importa o resultado do ato discreto.

No peito pulsa amor além,
o corpo responde á quem,
te espero, livre de raiva, 
te quero, livre de mágoa,
levar o mundo aos teus pés,
te dar um peito quente para aliviar o stress.

Completo, repleto, sem nexo,
o tempo passa e eu me apego,
e quero,
torna dolorido o respirar,
torna poesia meu olhar.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Limite de não ser

Por Lucas Vitório

A pele que sente e rasga estridente,
já não consegue limitar meus passos.
A carne já não domina minha mente,
é a vontade que direciona e amplifica os espaços.

Se em frente se caminha, lá estarão obstáculos,
fazendo barreira, trazendo receio.
Chega parecer impossível,
chega a ser possível.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Quem Se Encanta?

Por Lucas Vitório

Me dê a mão,
não sei onde vou parar,
se ei de parar.

Tenho sua mão,
o calor que acalma o conflito,
o toque que alenta meu peito.

Quando minhas lágrimas desceram dedos as secaram,
e a prova maior é um coração batendo fora de ritmo,
quase que pedindo pra se livrar da prisão que é meu corpo.

Do futuro sou pretendente.
Do mundo sou tripulante.
Da vida um andante.
Do amor, sou entregue.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Mundo, Paciência.

Por Lucas Vitório

Opostos que se abraçam.
Perdi tempo em aposta.
Quebra a cabeça.

Eu procuro um mundo,
esse mundo some.
Eu procuro tudo,
em nada meu nome.

Santa paciência, te evoco para me acompanhar.
Meu mundo não cabe neste mundo,
e meus opostos se abraçam confusos.

Pego o que me apega,
solto o que me corrói.
Em nada sou completo,
dinheiro, bens, amém.

Eu encontro um muro,
nada de mundo.
Eu me vejo só,
todo imundo.

Santa paciência , te grito pra me acalmar,
e mostrar que contigo sou mais feliz.
Faça meu peito desacelerar,
e traga perto o amor que condiz.

domingo, 18 de novembro de 2012


Por Lucas Vitório

Da vida pra vida.
Do tempo pro tempo.
Meu templo é zelo,
é distante.

Volto para efemeridade do momento,
da dissipação do calor em meio ao frio,
dos ossos já descansados depois de lutar.

O que viver?
Se o que tenho que viver é pouco,
que seja grande no pouco tempo.

Sorrir é mesmo se esquecer,
faz parte do desaprender.
Leis que limitam, além do necessário.

Vai continuar até que a última voz se cale,
e então, quem sabe silêncio e liberdade,
conjuntos pra uma nova verdade.

sábado, 17 de novembro de 2012

Cansaço



Por Lucas Vitório

Canso de vagar por uma indecisão,
não minha, mas de outra cabeça.
E a saudade amplifica os sentidos,
que sobem à cabeça, tomam conta do corpo.

A indefinição cansa o peito,
cansa os olhos, a pupila pesa.
Seja como e onde for,
cansado, de alguma forma estarei.

São dias difíceis, e tenho dito desde sempre.
Um grão de areia é felicidade.
Uma estrela é alegria.

O estado e o ser não combinam,
deformam a pobre cabeça do sofrido.
Falta zelo e confiança,
não de dentro, mas de quem o cerca.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Germinar

Por Lucas Vitório


Escolher um caminho, é ter convicção,
vi que são, que estão, eu não.
Num compasso de passos e retardatários,
cabeças rolando e ideais se dissipando.

Escolher é ir contra o comodismo do viver,
e isso causa repulsa, de quem se acomoda.
Complicado é o recado não dado,
a atitude resguardada com medo.

A hierarquia cala bocas sedentas de grito,
e seu modo é cômodo.
Quem os ouvirá, se não seu quarto?
Quem os entenderá, se não sua alma já cansada?

A existência não pode ser calada,
uma planta não pode ser proibida de crescer,
uma ideia precisa ser ouvida,
se não,
o corpo se encolhe,
a alma apodrece,
a vida se subverte.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Disritmia

Por Lucas Vitório

Quando o medo se aproxima do campo do meu sentimento,
fico estranho, desatento,
perco-me em pensamentos,
confusão é tormento.

Peço calma pro vento,
a respiração se perde em meio aos batimentos,
que de tanta disritmia me ausento.

Ahh, mas quando o medo se vai...
Sou leve feito o pensamento,
não parece existir teto pro chão enxergar.

Somos nós,
os eus de um mesmo.
Compomos a orquestra da tormenta,
cantarolamos as letras da essência.

No termo primeiro,
sou suspeito do meu erro.
E sem falsa promessa,
amanhã posso voltar a sorrir.

sábado, 27 de outubro de 2012

Doce Sociedade

Por Lucas Vitório

Sociedade podre, engarrafada nas vias urbanas,
entulhada em periferias egoístas,
fedendo á podridão do ego.

Ouça ao teu zelo, teu peito,
que é sufocado a cada segundo pelo medo,
que toma conta do todo,
que machuca tudo e todos.

Não é por falta de avisos que chegamos aqui,
é comodismo camuflado com sorrisos,
tristeza travestida de festas que varam a madrugada.

O corpo é um templo onde a alma repousa.
Nesta sociedade o corpo é um lixão,
onde a alma não faz questão de se abrigar,
e então a razão pro irracional se alastrar.

À contra-fluxo emerge um riacho de gente,
com bandeiras, banda e bandanas.
Só que o mar é de gente robótica,
programada para a futilidade.

Minha alma se alenta ao saber no templo que mora,
e me presenteia todo dia com esperança,
e mesmo com traços de podridão,
consigo respirar aliviado na procura de ser feliz,
sem precisar fazer compras no shopping da ilusão.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Raio de Alcance

Por Lucas Vitório

Tem um mundo girando e pessoas se distanciando,
ou aproximando do isolamento,
ou correndo pro ego mais correto.

Tem um homem, e outros milhões,
que amam machucar suas mulheres,
e se afogam em suas barbices.

Tem e não tem,
o que controlo é um raio tão pequeno,
não é metade do que minha pretensão alcança.

Ainda tem meu próprio raio,
que nem sei controlar,
nunca sei pra onde ele aponta,
ou se ele vai apontar.

O mundo anda complicado, sim.
Eu também ando assim.
Sou tão mutável quanto as estações,
quem sabe até mais que isso.

Sou incompleto, e assim morrerei,
porém, não aceitarei algumas condições.
E tenho essa sisma de ter manias,
de mudar e não sossegar minhas inundações mentais.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Sobra Espaço


Por Lucas Vitório

Ta sobrando carinho dos lados e no meu centro,
porque tanto vazio e por tanto tempo,
e sem que o mar avisasse tudo girou,
meu mundo se retorceu, meu peito estremeceu.

Sobra espaço pra falta,
daquilo que precisa estar perto.
Que anda longe, distante,
mas que tem seu espaço reservado.

E tanta coisa faço, só pra saber o que ela verá,
se tornará á viver sem pretensões,
ou se considerará minha existência,
que necessita da tua atenção.

Falta e sobra ao mesmo tempo.
Falta aqui e agora,
Sobra ontem, hoje e pra sempre,
toda essa luz que de mim sai.

E só quero descansar,
abrir os olhos só pra brilhar,
sorrir dos meus anseios de menino,
abraçar o corpo que tanto quero ter domínio.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

É Somatória

Por Lucas Vitório


Amanhece distraído, o chicote lembra qual o caminho.
Confusão é estar vivo, ver o sorriso,
e mesmo assim estar do lado oposto disso.

E vai provar pra todo mundo o quanto não precisa,
não faz diferença o gosto alheio,
mas seu peito é tão bobo e infantil.

Pretendo sobre o infinito,
de quem me acompanha,
pra quem doarei meu zelo.

Me aconselham, de boa fé,
mas meu caminho é outro.
É indefinido e traçado a cada segundo.

É incorreto, mas bonito.
É torto, mas válido.
É vida, ou pode ser pré experiência de viver.

É, e eu não sei o que pode ser,
daqui pra frente,
e se vou sorrir, estar vivo,
poder dizer que consegui sorrir como aqueles demais.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Sem Fórmula

Por Lucas Vitório

Sou vivo e vejo o que me proponho.
Outro dia me arrependi da minha forma de agir,
hoje, nem sei o que posso ser amanhã.

Vejo um peito novo e duro,
rígido pela prisão, de ser livre e infeliz.
Novo pra tanto, pra nada.

Sem fórmula a vida se dá,
e pulo em suas costas como um menino aventureiro,
cheio de sonhos, e pleno por um determinado tempo.

Meu peito agora comporta outra forma,
aquela que completa a alma.
Sabendo que seu inquilino não vandalizará suas paredes,
Ele se acalma.

De todos lados virão ataques,
daqueles que não se propuseram á limpar seu ser,
e outra vez meu peito estará duro,
porém, confortado pelo amor,
assim, pleno para lutar até que seja sua sina,
como foi a minha em encontrar Maria.



terça-feira, 2 de outubro de 2012

Arrrhhg



Por Lucas Vitório


Ei liberdade utópica trajada de ilusão,
que entorta a face do velho babão.
Faça presente teu fundamento,
guia o peito do menor em meio ao tormento,
que a dor faz seu passo lento.

Vou aliar-me ao confuso meio burocrático,
e de lá implodir meu propósito,
que é amor brilhar,
fogo da vida queimar.

Em cacos a ilusão estaria se não fosse minha crença,
essa estranha forma de tornar a vida mais aceitável,
de arrumar conforto em meio á disputa desleal,
que acontece segundo a segundo por poder.

Visto que tu, ó liberdade, anda perdida,
ainda há quem diga,
que lhe conhece de outras vidas,
porém, meu povo pouco sabe,
devido ao cabresto colocados desde a maternidade.

Farto, não de satisfeito,
farto de cansaço,
que fazem minha coluna se dobrar,
e de vez em quando ouço esta gritar,
ahhh, quão farto meu bem.

Subo no monte mais alto,
de peito aberto me atiro,
nem sei se há para-quedas ou chão macio para o pouso.
Não em ato suicida,
mas em ato de redenção pra recair em desuso.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Eis Que Não Há

Por Lucas Vitório


Hoje sou ponto nulo no coração do Brasil,
Voz interrompida pela fome,
Da minha necessidade de alimento,
Pro sangue encontrar a pele salina e transcorrer.

Hoje sou o que não tenho certeza,
se eu pude escolher minha condição,
ou se por acaso sou dono do meu pão,
do qual, outros, incerteza.

Cessem os prantos rejeitados,
ou que fiquem impunes as promessas de engano,

Me dói este plano incerto e nos devaneios sou pleno.
Sou produto daquilo que não me cabe,
e continuo procurando encontrar uma nova metáfora pra me acalmar e sorrir
antes que o tempo acabe.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Bate e Fica

Por Lucas Vitório


Lá fora o mundo cai,
mas aqui dentro o dilúvio é diferente.
É interno e súbito,
é perceptível e mudo.

Seu caos silencioso me atraiu,
dilacerou todas minhas ilusões.
Seu, sou, e volto a me entregar,
não por comodismo ou algo que o valha,
apenas o oposto daquilo que me acaba.

De dentro vem a luz que seduz,
sem amarras ou previsão.
É mais que palavras e beleza,
acaba por ser incalculável,
acaba comigo.

Minha armadura cessa ao perceber,
explode ao conceber a presença do que me induz,
não á perda, mas á me conhecer,
não ao choro de sangue, mas ao de saudade.

Quem tem peito pra se encontrar,
sabe que faz falta o silêncio,
e quem não tem,
grita pra mascarar a dor de ser só.

Bate e fica,
derruba e levita,
minha mente é dilúvio,
minha alma é tormenta,
e ela, meu sedativo pra tanta dor.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Espécie


Por Lucas Vitório


As pessoas são estranhas.
São entranhas de anos, colocadas num só corpo,
presente e ausente daquilo que liberta,
longe da verdade que é eleita.

Criando próprios mundos que de próprio só a palavra,
sendo que seu mundo é resultado de outros mundos.
Acreditando em novas verdades,
resultantes de outras cabeças.

As pessoas são animais, acima de tudo.
Sua face vermelha,
seu grito doentio,
sua fome sem consequência,
sua sede.

Fico vermelho com mentira.
Grito contra o oposto.
Minha gula só se cura,
sem secura na hora da injúria.
Tenho sede de vida,
da palavra esquecida, lembrada,
falada pra quem merece,
quando merece,
sem pressa e nem prece,
apenas fluxo suave, de espécie para espécie.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Norte, Sul


Por Lucas Vitório


Eu só quero o que é meu, o que pré entendo,
não sentido ego, mas no sentido propriedade livre.
São amarras de séculos, seculares,
prontas à serem lançadas no vácuo do esquecimento.

Aquilo que acredito ser meu,
será meu,
distante ou não,
preso ou não.

Não vim roubar o de ninguém,
tenho mente sã.
Sei do meu lugar,
portanto sei pelo que lutar.

São cinzas e calor causando pipocamento cerebral,
onde neurônios saltitam na busca de uma lógica,
é desnorteamento em meio á tantos nortes,
é confusão em meio á tanta fusão.

Das jaulas me livro com os dentes,
pela vibração da corda vocal,
pelo sangue solto ao vento,
pelo amor que encontrei,
que me da força,
serve de chão pra pisar, correr, pular.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ciclo



Por Lucas Vitório

Viver é ciclo cíclico,
de maneira secular,
ao tempo que passa,
do tempo que pode voltar.

Causa e efeito,
aprender a desaprender,
se desapegar do ego,
distancia do eu maléfico.

Oposto contigo que teu eu é confuso,
relicário, alegria e até difuso.
A tormenta no currículo, dos dias de sol,
da chuva em contraponto.

Erro do tempo em não ter erro,
em vista aquele que não tem zelo,
sem vontade de lutar por algo,
sem vida, sem voz.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sem Redeio


Por Lucas Vitório


Sensível epiderme em chama,
implora por toque, liberdade e pureza.
Sou resultado daquilo que não engana,
colocado á mesa, filtrado com leveza.

Do mundo energia emana,
pro peito embrutecido é difícil assimilar,
pra mente a dúvida desengana,
pra alma só um lugar,
onde sempre se deveria olhar.

A deturpação em vista ao consumo,
cega aquele que veio com epiderme suave,
mas pode ser escada pro seu retorno,
redenção de quem sabe, que errar é entrave,
mas transforma em portal sua mãe nave.

Portas, janelas, abertas, sem medo.
Passos, ventos, luz, sem receio.
Encontro, pólen, sublime, um seio.
Eterno, interno, pacífico, asseio.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Curtas - Nós é Mais Que Eu


Por Lucas Vitório


Nós precisamos desatar os nós,
que bloqueiam o fluxo,
pra não ficarmos sós,
em meio a tantos lençóis,
sujos de sangue de outros irmãos,
lamentando partida,
fazendo lembrança que existe um algoz,
mas que pra liberdade é preciso voz,
que se faz forte em meio ao silêncio,
de um vazio interno e atroz.

Peito Prova


Por Lucas Vitório


Acordei pensando de forma involuntária,
quase fulminante no futuro do passado.
Tomei ciência do paralelo que separa,
do trilho que unifica.

São tempos de guerra,
em todos os planos,
de qualquer maneira,
sem eira nem beira.

Domarei meu unicórnio vagabundo,
que já levou a alma pra passear,
passeou, passou e ficou.

Quem sabe ser domado pela dor,
que enrijece o coro,
feito calo de trabalho,
feito corpo sem vida.

Babilônia em chamas,
espírito em evolução,
não pro indivíduo,
mas para o duo,
o dois, o incalculável,
conjunto de uma malha universal.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Curtas - Deixa Ele

Por Lucas Vitório

Deixa a ilusão pro desiludido se alegrar,
pois neste momento sua ilusão virou pó, que o vento leva,
que a alma não releva,
mesmo sendo irrelevante.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Luta Mortal Rumo Ao Precipício Do Caos



Por Lucas Vitório


Ah vá, vou ter que falar,
desse mundo obstaculoso tonto,
que me enche de pulsação o coração,
por certas verdades vorazes, sem nexo.

Do pequeno pupilo descalço,
ao grande homem mirim de paletó.
Do arroz com vento,
ao prato super estimado.
Do amor incondicional,
á falta dele.

Estreito mundo de ser,
o natural em contraponto com a maldição,
de se vestir, revestir, montar, 'enrrobozar' o mundo,
levando à perda total de ser humano.

O movimento é contrário ao senso comum,
que jura evolução à qualquer preço,
flutuar à zero gravidade,
ou simplesmente tocar pra fazer.

Onde vai parar?
E aquele que se sente só em meio a tantos?
Oxe, isso não é evoluir?
Só se for na forma de se excluir.
Todos lado a lado, feito roda de ciranda,
brincando de tocar, trocar, mensagens, online,
para aquele que esta logo ao seu lado.
Quanta ironia essa evolução.
E aquele que se sentia só,
simplesmente não ligava pra isso.

E tenho dito daqueles coloridos em meio á descoloração.
Que por ai estão,
cheio de si,
convictos do que são,
pra que aqui estão,
pra onde vão,
não se renderam á escuridão.

E Lá Vai


Por Lucas Vitório


Ando distraído daquilo que me propus.
Sou uma fagulha em meio a fogueira,
que consome todas fagulhas,
que com elas some.

São chances desperdiçadas,
sonos não aproveitados.
Eu só queria não querer tanto,
eu só desejo não desejar.

Ninguém disse que fácil seria,
a passagem de minha alegoria.
Só que minhas cores pretendem ao máximo,
coisa que nem pra elas parece ser alcançável.

Pré entendo que os tambores no meu peito
possam ser soluços,
ou quem sabe tropeços.
Pela forma que os tambores do teu peito batiam,
já não sei se eram bombardeiros,
ou até trovões.

Fica marcado em mim,
e não é por querer.
É de sem querer que venho à querer.

Meus artifícios serão para sua voz não cessar,
pra que eu continue mesmo após tropeçar,
serei grato,
serei completo.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Passeando


Por Lucas Vitório


Não vou acordar com esse sentimento de arrependimento,
ter de me encarar dia a dia,
ver um sol tão lindo, tinindo,
aff, sei não, só sei que não tenho mentira.

Mas passear nas ruas derretendo,
é bom pra se conhecer,
chama a Fátima pra gente desandar,
nem que seja por hoje,
deixa que a vinda pode nos levar.

Teve aquele dia que ficamos bravos,
do nada, sem motivo.
Tive de admitir minha inocência,
e delegar-me ao funéreo desencontro,
ficamos mal.

É dia de furar sombra no sol,
chama a escola pra fortalecer,
o mesmo pro sinal,
que abriga nossos irmãos.

Convida todos à fugir,
pra longe, tanto faz,
sair daqui,
meu ultimo show.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Encanto?


Por Lucas Vitório


Pegue um trem, me leve pra Belém.
Que tanto minha alma retém?
Tem medo também,
de sofrer por alguém.

Encanta com teu canto,
em busca de encontro,
confuso espanto,
tempos passados de confrontos,
passados, amém.

Seu zelo tem jeito,
correto e desprezo,
capricha no trejeito,
atrai pra si meu respeito.

Eu gosto mesmo é de me dobrar,
pular do alto ao mar,
ver que por perto há,
muito mais que vender ou comprar.

domingo, 19 de agosto de 2012

Espelho Meu


Por Lucas Vitório


Eu em contra-fluxo com o normal,
me escondo do fluxo passageiro.
Sou passageiro de um mundo obsoleto,
onde forte é quem derruba com tiros no peito,
o irmão, que deveria de ser seu maior zelo.

Há quem perceba uma ausência,
outros uma essência.
Na verdade, ambos vigoram,
sou confuso como o amor,
que te derruba, te levanta,
te mostra que pra sorrir é preciso dor.

Admito minha culpa,
das palavras impensadas,
dos rodeios nas respostas,
falta de vontade,
preguiça.
Mas também me retrato,
pois escolhi viver numa montanha russa,
preferi fazer morada num balão,
por isso a dificuldade.

Quando a alegria aparece,
é tão forte e fugaz,
mas marcante e voraz,
faz da memória museu,
onde grandes obras pode se observar.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

É Sempre Bom Se Lembrar


Por Lucas Vitório

O coração bombeia fagulha do destino,
eleva o pulsar, transforma meu peito em tambor,
me transforma em sabor, não diluído.
Sou muito grato por teus gestos, me embebedam de alegria,
transformam em alegoria neurônios soberbos de razão,
muda meu cérebro com teu canto.

Epiderme que levanta,
sentido que alenta,
meu corpo sua morada,
seu olhar minha eterna tormenta,
por não olhar,
por não aqui estar.

Não tem meio termo pro tempo,
é confissão na madrugada,
é oração confusa,
muitas vezes silêncio.

É sempre bom se lembrar,
dos idos de alegria,
da luz que guia,
que não enxergo,
mas brilha.

Eu gosto é de pretender,
colocar meus planos em pano,
sem pensar em engano,
colocar o peito à prova,
atirar-me do alto,
na esperança de fazer parte dos seus planos.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Minha Linguagem I


Por Lucas Vitório


Dos tormentos, o maior é não transmitir,
deixar pra trás o significado do dizer.
Falar, falar e parecer mudo sem rumo,
gritar, berrar e se anular no viver.

Minhas voz é algo,
é tudo.
Minha voz é meu guia,
meu rumo absurdo.
Minha voz é contradizer,
proibir do mundo.
Minha voz é vida,
é morte e concebe o escuro.

Minha voz não nega,
confirma o justo.
Minha voz semente,
plantação, arbusto.
Minha voz é meu amuleto,
pra dizer pro surto,
que o destino é cego,
mas o amor é puro.

Minha voz se entrega,
resgata lucro.
Minha voz é concreto,
é muro sobre muro.
Minha voz é devaneios,
é meu próprio dilúvio.
Minha voz é tudo,
a partir da alma,
que não mente ao conjunto,
as dores da carne, a luta pela calma.

Minha voz é surdez,
mostrando o desleal.
Minha voz é muda,
revirando mentiras.
Minha voz é sem tom,
gritando por liberdade.
Minha voz é nula,
em desespero por atenção,
que nunca chega,
se chega,
chega.

Minha voz é grito,
levanta até defunto.
Minha voz é zelo,
protegendo orgulho.
Minha voz é soberba,
à procura de recanto.
Minha voz é ludibriada,
por microfones calados,
repletos de ninguém,
de nenhum encanto.

Minha voz é silêncio,
meu sistema de plenitude,
Minha voz é calada,
por minha juventude.
Minha voz é só,
falando ao meu eu.
Minha voz sou eu,
dizendo quem sou eu.

Minha voz é púlpito.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Dialéto Intergalático


Por Lucas Vitório


Eu caminhando pelo espaço,
converso com neuropsicopatas,
interajo com pseudomalandros,
ouvindo sobre constelações impensadas,
regendo uma sinfonia despreparada.

Subi ao céu á procura de teto,
nunca cheguei no destino,
e no caminho conheci um afronauta,
que gostava de se elevar,
talvez por isso estivesse lá.

Passei por 4 céus e tomei conhecimento do dilúvio maternal,
do qual julgava ser um seio de mãe.
Vai entender esses desdobramentos do conhecer.
Sabe lá até quantos céus irei,
quando mais vou adormecer.

Antes de repousar,
falei sobre amor com um engenheiro,
sempre buscando teorias, provas cabais, e tudo mais.
Vi que é tão parecido com a terra,
e sonhei com um poeta,
que só disse pra deixar de me preocupar,
que eu seria feliz, quem sabe até um pouco mais.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Veja o Além Infinito, Doloroso, Duído, Cego.


Por Lucas Vitório

A ironia dos olhos, mostrando a cada ciência uma verdade,
sendo que para cada entender, um interpretar.
E há medo no que vejo, no que entendo,
não sei se minha ciência está errada,
se meu julgamento foi correto.

Sei que está tudo certo com meu proceder,
e vejo um mundo cheio de parecer,
tenho medo de viver,
o inferno é aqui, agora, sem rodeios,
sem freios no sofrer.

Procura-se vida além terra,
quantia calculada,
jogada pralém da estratosfera,
e aqui, a vida é subjulgada.

Tem guerra de esquerda contra direita,
tem cuspe voando entre realezas,
mães chorando, filhos com fome,
e o capeta dinheiro se lança no inalcançável.

Sobra tanto engano neste plano,
só desprezo da vida,
procurando outras vidas,
pra quê? Se aqui tem gente morta,
mesmo respirando.

Para escapar,
unte a forma com fé,
10 pitadas de paz,
8 xícaras de ciência,
e tenha paciência.

domingo, 5 de agosto de 2012

Insônia Sem Graça

Antes de dormir faço meus dilúvios.
Conto quantias, relembro do tempo,
Proponho, suponho, me perco.

Nesse momento estou fazendo planos
Dos meus planos que ja estão planejados,
E que podem não se concretizar,
E eu criando expectativa.

Velo meu próprio sono,
Me faço confidências,
Conto segredos,
Penso no meu amor futuro.

Tanta confusão antes de dormir
Que eu ja nem sei qual minha linha de pensamento.
É só pra me judiar que penso tanto,
Pra que no outro dia eu esteja em estilhaços.

Não entendo, de dia sou uma lesma,
Mas quando deito para repousar
Mais parece que tomei um choque,
Me embebedei de café, ou coisa que tal.

Deixa insônia,
Só por um dia minha mente descansar,
Pelo menos na hora de dormir,
Porque amanhã preciso de mim.

sábado, 4 de agosto de 2012

Há de se Perpetuar


Por Lucas Vitório


Recordação suave e melancólica de pessoa ausente, local ou coisa distante, que se deseja voltar a ver ou possuir.
Que maltrata o coração pulsante, do qual possuo,
mas não tenho controle.

O que quero reter, ter novamente,
não tem denominação,
nem ao menos exatidão,
eu só quero o que sei.

Vão dizer que tudo passa,
que há de chegar.
Mas eu digo, que agora seria bom,
seria um bom momento pra tudo voltar.

Não há definição exata pro que sinto,
nem saudade, nem amor.
Parece extrapolar sentidos,
desregular o dicionário,
descompassar meu coração,
faz com que eu me sinta um sonhador.

Para que cesse logo,
usarei à meu favor,
transformarei a ausência em oxigénio,
mudarei pra sim o eterno,
e quando menos esperar,
lado a lado, o que cerca será findável,
e o nós, há de ser sempiterno.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Arrependo de Me Arrepender


Por Lucas Vitório



Se arrependimento matasse, eu estaria vivendo minha milionésima vida,
não por querer, mas por agir em estado de agonia,
ser bom agora, passar dois ou três dias,
e doer, e doer, e vontade de refazer, ou não fazer.

Quem não sofre disso, não está vivo,
porém, são meios da vida moldar,
melhorar cada traço,
renovar cada suspiro.

Problema é viver a vida inteira se arrependendo,
quebrando a cara,
não por opção,
até que queremos fazer o certo,
só que o tempo é rei.

De dores, ressaca.
De feridas, cicatrizes.
De erros, aprendizados.
De arrependimentos, vazio.
Do vazio, a sabedoria de cada cabeça.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Oportunidade Ímpar


Por Lucas Vitório


Abro as janelas da alma pra luz adentrar,
limpar do breu do meu eu.
Deixo que soprem ventos sublimes,
vassourando toda poeira arrogante.

Abro o peito, para que a simplicidade seja meu lutar,
meu motivo mais terno de seguir,
que seja assim minha caminhada,
e quando embaçado ficar,
seja meu forte e minha direção para persistir..

Esperança que chora,
enxerga o olhar daquela senhora,
tão doente de luta,
lutando e não permitindo sua redenção,
que atrasa, que demora.

Amor que sofre,
percebe de perto a dor daquele homem,
vestido de terno, eterna dor,
sem permissão própria pra se libertar,
é sofrida sua vida, são gritantes suas rugas.

Tudo renasce, da dor o dilúvio do sí.
De dentro pra fora deve ser,
pois, nada nem ninguém vai aprender,
muito menos sofrer por outro alguém.

Renascido, subtendido,
permaneço vivo,
sonhando com alívio,
procuro abrigo,
no peito de quem me quer bem,
quem eu quero comigo.

domingo, 29 de julho de 2012

Devagar No Divagar


Por Lucas Vitório


Vou andar nas escadas do mal,
Não pra ser seu aliado,
Mas justamente pra descobrir seus segredos,
Dos quais, o ódio ja conheço.

A voz que ecoa no vácuo do esquecido, é de um alguém que quer ser,
Não só mais um ninguém,
Mas parte de um todo, que seja felicidade no seu acordar.

Conheço olhos grandes, gritantes.
Boca fechada, coração dissonante,
E não é de se envergonhar,
É exatamente de se felicitar,
De se honrar, por possuir.

Da revolução, a conquista do nós,
Por nós, que sós, somos nada,
Nulos, pontos cegos na estrada,
E pesos pesados sem voz.

Do unir fica o todo,
Forte sem tolos,
Completo encanto,
Conquistando tudo,
Mudando aqui,
Pra além do controle,
Pra longe do controlado,
Estando lado a lado.

Vou dizer,
Que será maior,
Meu encanto com teu canto,
Que será melhor,
Meu espanto com teu pranto,
E que serei forte depois de tanto.

Meio Termo do Estreito


Por Lucas Vitório


Tropecos e percausos hao de existir,
No caminho de quem procura seguir,
E cabe filtrar o melhor pra sí,
Sem que bata arrependimento ou dor de desistir.

Dos ventos fortes que entortam galhos,
Colhi sua força invisível,
Aquela não palpável,
Mas forte e perceptível.

Da pressa, fica a espera,
Que torna a vida mais leve,
Ensina que pode ser breve,
Nossa história sem motivo
Nossa lida sem objetivo.

Pra já preciso disso e daquilo,
Pra depois ter um amor tranquilo,
Colher frutos mais fortes,
Suprir a dor da morte,
Encarar de frente a própria sorte.

sábado, 21 de julho de 2012

Devaneios


Por Lucas Vitório


Das dores do mundo, deixo aberto meu peito,
que recebe tudo, que registra o silêncio.
Sem mais ou menos mais, é mais que um conceito,
é uma verdade hora não dita, outrora precipício.

Dos medos do mundo, deixo sã minha mente,
pra que nela tudo entre, e fique ciente,
dos caminhos possíveis, das estradas dementes,
trilharei algumas, sem medo de ficar doente.

Dos devaneios, tiro o melhor do pior,
e haverá de assim ser,
pra que minha vida faça sentido,
pra que meu destino venha por merecer.

E agora quero estar presente,
sentir de perto a chama ardente.
O cheiro de vida é imaginário,
mas meu pulsar é consciente,
assim como o brilho de um amor valente.

Chama em Chamas


Por Lucas Vitório


Claridade que o Sol espalha sobre a Terra,
e que por um momento tomou conta do meu ser.
Sem pressa, sem endereço certo, nem ao menos direção,
ela veio com sua grandeza pra perto.

Aqueles que tentaram explicar se perderam,
e quem sentiu não haveria de falar,
dos segredos ou de fórmulas,
pois é incalculável sua imensidão.

Tenho saudade do pouco grande tempo,
das palavras soltas, jogadas umas contra as outras,
formando paralelos existenciais que só nós entendemos,
e que só nós podemos descodificar.

Haverá de chegar nossa hora,
e por hora aqui é manter a chama,
acesa, fumegante, lúcida, brilhante,
pra que não percamos nossa direção,
pra que seja nosso farol guiando o barco,
que não se esvai ao relento e fornece oxigênio ao coração.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Caminhar, Tropeçar, Seguir.

Por Lucas Vitorio


Fingir o acreditado,
desviar o emitido.
Omitir o mal grado,
desviar atenção do caminho.

Vou agir em contrapartida,
daquilo que me desgasta,
em protesto aquilo que me deturpa,
por acreditar.

Confundir pode ser o meio de conquistar,
por pouco, por nada, tampouco a alma.
Pode ser uma forma de se levantar,
pisar nas costas, cuspir e se vangloriar.

Seguirei no caminho do meio,
e verei, serei afetado pelas andanças,
serei confuso, estarei confundido,
procurarei recursos, acabei me me permitindo.

Quem anda, tropeça.
Quem senta, a alma cessa.
Quem faz, erra.
Quem não faz, morto está.
E eu espero parar de ter pressa.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Confusões


Por Lucas Vitório


Meu amor não é escravidão..
Não te escraviza,
por simplesmente ser você.
Não te julga por tentar ser livre.

Liberta de mim, volta para mim,
e sem que eu note sua presença,
sopra aos meus ouvidos som melhor,
som maior que o tom da minha voz,
eu te amo.

Vou esclarecer essa frase,
e não é por mal,
é porque sou sempre tão duvidoso,
sou sempre tão ansioso.

Agora pode ser o momento para acordar,
quem sabe te enxergar do meu lado.
Pequena, teu sorriso pode abrir o mar,
encantar meus devaneios da madrugada.

E teve tempo em que eu achava que o mundo era meu,
só que mal eu sabia dos outros 7 bilhões de aspirantes,
dessa realidade constante, na mente de cada realidade,
que por mais individual, todos deslumbram sua imensidão.

Agora farto de ilusão,
de amor distante,
de realidade frustrante,
deixo que minha verdade,
essa que me declara,
ela mesmo,
possa libertar a dor,
de ser pequeno de mais prum instante.

Dá Pra Entender?


Por Lucas Vitório


Que independe do tempo ou não é afetado por ele,
diferente de minha existência, ou de minha angústia,
que cedo ou tarde chegam para passar.

Não basta mais jogar palavras rebuscadas em papéis,
é algo à mais,
se mostrar,
no ouvido,
falar e se esbaldar.

Quem disse que vão entender exatamente o que quero dizer?
Pode ser de se perder,
ou de se reencontrar.
E também pode ser de destruir,
tirar o véu,
limpar o ar.

Vou tranquilo falar no ouvido,
suave, pra que nada se altere,
e caso um sorriso sair,
saberei que me entendeu.

Sentença



Por Lucas Vitório


Cada cabeça, uma ciência.
Da ciência, o julgamento.
Melhor ou pior.
Um mundo à parte de outros mundos.
Verdades tragadas pra si, onde ninguém pode tocar.
Sentença de quem devagou por alguns segundos.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Auto Lá


Por Lucas Vitório


Só tenho uma cabeça.
Antes de conhecer julguei.
Bem ou mal, aprendi.
Em silêncio fiz uma prece.
Diante da minha ínfima significância,
Olhei e reparei o tamanho do universo.
Representei o aprendizado calado.
Intuitivo agora tento prevalecer.
Amor quero sentir, e sabedoria conhecer.

Vem que eu te mostro o que é que há


Por Lucas Vitório


É problema representar o que sinto.
Quem sente, quem fala, quem aprende.
Cada fato e cada situação,
conspiram numa lei de eterno retorno.

Existem aqueles bons,
que exprimem a voz até o silêncio.
Existem os maus,
que acorrentam a voz até o murmúrio.

Ciência e competência em busca de compreensão.
Insistir e não se arrepender.
Evoluir na procura, no achamento, e não estagnar.

Mundo resumido á pó,
cheirando sangue,
concreto de lama,
cheio de líderes.
Mas sobre isso nasce uma flor.

Comprimido em pequenas fagulhas na escuridão,
são meus sentimentos.
Exprimidos em vertentes de gritaria,
são minhas tentativas de expressar.

São nós cegos, que se soltam no silêncio.
Voltam após a turbulência.
Fazem-me dormir em seu entendimento.
Mas não abandono o barco,
e remarei até ver um sorriso cheio de amor.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Apoucado


Por Lucas Vitório


Vou me identificar como um ser anónimo,
daí me peguei nessa confusão,
tentando converter o não conhecido em identidade.
O problema é que na multidão eu simplesmente desapareço.

Antes de me juntar á ela,
toda minha egolatria fazia sentido,
minha sujeira imoral também.
Agora sou tão pequeno.

Dei saltos pra tentar me libertar,
socos no ar pra derrubar o nada.
Gritei na orelha de desconhecidos,
pulei sobre ombros jamais vistos por mim.

De uma ou outra forma procurei aparecer.
Mas só agora entendo que quando estou na multidão,
o verdadeiro sentido aparece e aflora,
do qual na verdade, deveria aflorar no dia a dia.
Sentido de união, fortaleza, sincronia e força.

Após tal ficha gigantesca cair,
me coloco em meditação.
Procuro esse eterno ponto nulo de algum lugar,
que sempre pretendi, e que de certa forma guiou meu espírito nessa caminhada.

domingo, 8 de julho de 2012

Do Alto


Por Lucas Vitório

Não tenho a pretensão de ser maior que o mar.
Dominar o mundo, encantar o finito.
Soprar novos ares ou abrigar milhões de vidas.
Mas seria bom poder tocar isso tudo.

Não tenho a desilusão de ser mais apaixonante que a Lua.
Brilhar sobre a noite, enamorar os apaixonados.
Iluminar a escuridão ou ser motivo de conquista.
Mas seria legal olhar la de cima toda essa confusão.

Nem quero ser mais do que o vento.
Soprar contundente, espalhar as sementes.
Guiar aviões ou mesmo causa de desastres.
Porém, ser tão forte, por um tempo, seria fantástico.

Agora pretendo ser.
Amar confiante, sorrir facilmente.
Trilhar com paz esse caminho ou até melhorar minha pessoa.
Mas, sabe, é complicada essa jornada,
só que apenas os obstáculos fazem vencedores.
Vencedores de dores.

sábado, 7 de julho de 2012

Me Lancei



Por Lucas Vitório


Lugar escarpado e muito profundo; abismo; despenhadeiro,
que confunde minha direção.
Olha, é difícil seguir,
mas costumo enxergar algo diferente.

Eu posso ser eu mesmo, ser melhor,
depende de cada situação,
de cada exigência para que eu queira ser,
algo ou alguma coisa.

Nem tão comum como respirar,
nem tão distante quanto tocar a lua.
Quem é você?
Se mostre. Abra o peito.

Quero enxergar teu interno precipício,
tua cômoda felicidade.
Quero me sentar e aprender,
ouvir você falar das luzes que te cegavam.

Eu continuo correndo em direção,
com opiniões confusas,
por vezes nem sabendo me expressar.
Mas continuo e devo continuar.

Quem é você?
É complicado saber com toda essa poeira que jogou nos meus olhos.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Até Onde Vai?


Por Lucas Vitório



Se o céu é o limite para onde vão essas inseguranças?
Que me assolam todo dia,
que me empreguinam de agonia,
falta de atenção.

Leve-as contigo grande céu.
Seu limite é palpável?
Talvez seja apenas pretensão,
mas juro eternidade.

E vamos até o limite,
dessa frescura nacional,
dessa ignorância imoral,
mas não da beleza digital.

E vamos correr até os prantos.
Em busca do fim, pra provar teorias,
teorizar provas e confundir os inúteis.

Se céu não tem limite, meus sonhos também não.
Sou tão sonhador que nem sei quando estou acordado.
Nunca sei realmente se estou no Egito, ou em Marte.
Talvez eu esteja por aqui.
A diferença é a permissão que lhe concedo.

Direcionarei minha vida para o céu,
e nada vai me derrubar.
E não haverá pretensão, nem omissão.
Sonharei com o céu.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Hey Dude


Por Lucas Vitório


Que dura pouco: existência breve.
Curto.
Pequeno, pouco extenso: breve espaço.
Ganhar ou perder.

Sonha, luta, luta e vive,
e consome sua vida breve.
Tão logo, tudo há de se cientizar,
vai saber, a convivência me fez reconhecer erros,
é preciso seguir.

Tantas coisas pequenas que afetam nosso povo,
pormenores que nunca vamos entender,
essa arte, essa desilusão que é perder.

Vai sim, ele perde hoje,
amanhã pode ser você,
que provoca o irmão,
coloca uma bomba em suas mãos,
e joga ao relento do esquecimento.

Haverá de reaver sua dívida com o viver,
essa breviabilidade que assola nossa corja,
da qual nos enxergamos completos,
sem pedir por mais.