
Por Lucas Vitório
Santa ignorancia do destino em opor minha vida,
que se desfaz em eterno desprazer ou prazer de ser.
O espinho espinha a carencia e modifica a minha face,
que de tão redonda, mais parece um mundo de verdades,
verdades essas que me comunicam com o instinto,
me coloca frente a frente com a vaidade.
Me oponho á sofrer,
me convidam pra ir na fé,
mas a alma pede mais,
mais paz, mais café,
ignorancia que se cria, dia a dia,
e nunca se desfaz frente a meu coração,
que quer tudo e nada quer.
Pode até ser que eles nos manipulem,
pode até ser que nós nos vendemos,
pode até ser que tudo ficou cinza, sem vida,
já vi tanta falsidade que mal sei o que é verdade,
e a sabedoria da ignorancia se faz viva até de dia.
Mesmo que você venha a pé,
o mundo estará em pé,
como se fosse um dia de um tal josé,
dia de ser feliz, dia de não mais ser um qualquer,
dia de se mostrar e provar o que o mundo quer,
quer mesmo é tudo, e nada quer.
E agora é tarde,
me conforto com o desembarque,
de quem quer partir pra longe desse desastre,
e que ja se cansou de ser cumadre,
e nunca receber o que sempre confessou ao padre,
que em sua vida deu de tudo, à todos, e sempre esperou,
que um dia, tudo mudaria e que ela pudesse ser feliz com josé.